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Visite as exposições na Fundação, com destaque para a exposição de Fernando Lemos.
Almoço único no restaurante TASC.*
Apenas disponível de segunda a sábado.
Esta exposição surge no âmbito das celebrações do Centenário do Nascimento de Fernando Lemos, figura incontornável da Arte Portuguesa do século XX. Em 2024, Jorge Barbosa lançou um desafio a fotógrafos, artistas, escritores, músicos, designers e outras personalidades: partilhar uma fotografia legendada. A proposta reuniu 78 participantes, dando origem a um conjunto diversificado de imagens e formas de olhar.
As fotografias, provenientes de diferentes geografias e áreas profissionais, constroem uma espécie de cadavre-exquis de olhares e experiências. A exposição estabelece um diálogo contemporâneo com o legado de Fernando Lemos, entendendo a fotografia como uma forma de experimentar e interpretar o mundo. Mais do que uma exposição sobre o artista, é uma homenagem através de novos olhares, encontros e sensibilidades.
78 fotografias. 78 formas de olhar. Uma história coletiva.
Esta exposição nasce como continuidade das celebrações do Centenário do Nascimento de Fernando Lemos (Lisboa, 3 de maio de 1926 – São Paulo, 17 de dezembro de 2019), figura incontornável da Arte Portuguesa do século XX, cuja obra atravessou fronteiras geográficas, linguagens artísticas e diferentes campos do pensamento.
Em 2024, Jorge Barbosa lançou um desafio a um conjunto alargado de personalidades: fotógrafos, artistas, designers, jornalistas, escritores, músicos e pessoas que, não fazendo da fotografia a sua atividade quotidiana, mantêm com ela uma relação de curiosidade, afeto ou interesse. A proposta era simples e, ao mesmo tempo, aberta: partilhar uma fotografia legendada.
A resposta foi imediata e singular. 78 participantes aceitaram o desafio, dando origem a um conjunto de imagens tão diversas quanto as pessoas que as realizaram. São fotografias que não procuram necessariamente a fotografia “profissional”, nem obedecem a um tema ou a uma linguagem comum. Pelo contrário, revelam diferentes modos de olhar, de escolher, de aproximar ou de se afastar do mundo.
Reunidas nesta exposição, estas imagens constituem uma espécie de cadavre-exquis do retrato coletivo — não apenas das pessoas que fotografam, mas também de uma comunidade de olhares. Lisboa, Porto, Sintra, Aveiro, Bruxelas, Dublin, Roma, Londres, Macau, Bordéus, Nova Iorque e tantos outros lugares tornam-se pontos de uma geografia afetiva e visual que se estende muito para além de um único território.
A diversidade dos participantes — fotógrafos e fotojornalistas, escritores e músicos, artistas visuais, designers, jornalistas, professores, produtores, gestores, ilustradores, investigadores e outras pessoas ligadas a diferentes áreas — reforça uma ideia essencial: a fotografia pertence a todos os que olham.
Neste contexto, a exposição estabelece também um diálogo, necessariamente livre e contemporâneo, com o legado de Fernando Lemos, onde o seu olhar foi, antes de tudo, um modo de experimentar o mundo e de revelar aquilo que, por vezes, permanece invisível.
Cadavre – Exquis. Fotografar em continuidade propõe, assim, uma outra forma de homenagem: não uma exposição sobre Fernando Lemos, mas uma exposição que parte da sua memória fotográfica para convocar novos olhares. Cada fotografia é uma escolha, uma aproximação, uma suspensão do tempo. Juntas, formam uma história feita de muitas histórias — pessoais, profissionais, íntimas, documentais, poéticas ou simplesmente ocasionais.
Fernando Lemos inspira-nos a olhar para a fotografia como uma possibilidade criadora de ver o mundo.
Esta exposição é, por isso, também um encontro: entre gerações, geografias, profissões e sensibilidades; entre quem fotografa todos os dias e quem fotografa apenas quando algo o interpela; entre a memória de um artista e a vitalidade dos olhares de hoje.
78 fotografias. 78 formas de olhar. Uma história coletiva.
Curadores:
Marlene Oliveira, Jorge Barbosa e Perfecto E. Cuadrado